terça-feira, 11 de outubro de 2011

A atitude de querer mudar

José Manuel Moran - Texto do livro Aprendendo a viver.



Todos queremos mudar. Todos percebemos que precisamos mudar em alguns campos. Mas fazer mudanças costuma ser mais complicado do que imaginamos. Uns tentam mudar como se fossem fazer regime para emagrecer. Começam uma dieta, depois param, recomeçam com outra e assim vão: fazem coisas, mas param em algum momento. Depois de várias tentativas, desanimam, porque não conseguem chegar e principalmente manter seus propósitos. Outros se informam, lêem tudo o que se relaciona com a mudança. Assistem a palestras, fazem cursos. Sabem tudo na teoria, mas lhes falta a coragem de colocá-la na prática. Desejam mudar, mas não assumem uma atitude realmente efetiva de mudança. Têm os que fazem tudo, menos o principal. Rezam, prometem, tentam de um jeito e de outro, estão sempre em atividade. Parece que estão conseguindo. Mas utilizam táticas diversionistas. Fazem tudo, menos o que precisam fazer. Mexem em tudo menos no que os ajudaria de verdade. Vivem equilibrando-se em mil tentativas, para mudar sem quebrar a antiga estrutura. Esticam a corda até quase arrebentar, mas sempre voltam a tempo quando estão a ponto de dar um passo mais forte na direção do novo. São pessoas equilibristas. Com a uma mão se aproximam do novo, tentam novas ações, enquanto com a outra se agarram ao já conhecido, às situações existentes. Avançam e recuam ao mesmo tempo. Vivem momentos de alegria ao perceber que avançam e de extrema frustração ao constatar que sempre voltam para o mesmo lugar. Carregam uma tensão interna insuportável, porque pressentem a alegria da mudança sem conseguir desfrutá-la. São pessoas, por exemplo, que não suportam mais um relacionamento afetivo e conhecem alguém com o qual se entendem muito melhor, que se realizam plenamente, mas não conseguem romper com a situação anterior. Ficam divididos, podem levar durante anos vidas paralelas. Intelectualmente têm bem claro que a nova situação é muito superior, mas continuam presos por teias invisíveis ao passado; sentem medo em dar um novo passo, em mostrar seu fracasso, em arriscar a longo prazo. Acontece muito isso quando há uma família com filhos e o parceiro também é dependente. Filhos e companheiro podem fazer de tudo para prender a pessoa que quer mudar; se unem num esforço tenaz para imobilizar qualquer tentativa de mudança, procuram os pontos fracos do outro: "não posso viver sem você"; "vale a pena recomeçar", "os filhos vão sofrer" "a nova situação pode ser uma ilusão; depois tudo fica igual; então, para que arriscar?". A pessoa se sente literalmente sufocada, presa numa teia da qual não consegue se soltar. A vida em casa vai ficando mais tensa, sem alegria. A convivência se torna cada vez mais formal, superficial. Não há intimidade real, nem alegria de estar juntos. Inconscientemente há uma raiva com o parceiro e contra si mesmo, pela impotência, que se transforma em contínuas alfinetadas, ironias, pequenas vinganças, na rotina automática dos gestos, tarefas, ritos cada vez mais sem sentido, na indiferença. E há os que querem mudar de verdade e tentam todos os caminhos possíveis. A longo prazo evoluem muito e se tornam pessoas mais interessantes e realizadas.
Mudando de verdade É importante ver se realmente queremos mudar. Olhar com calma, com objetividade para nossas formas de agir. Primeiro, querer, renovar o desejo de mudar. Depois ir mudando no que nos for possível, no nosso ritmo, do nosso jeito, atentos e ao mesmo tempo aceitando limites, dificuldades que se apresentam, não as negando. Mesmo quando recuamos, vamos aceitar essa dificuldade, reconhecê-la, apoiando-nos mesmo na indecisão. A mudança não pode significar só sofrimento, mas também esperança, confiança. Há sofrimento, sem dúvida. É como quando precisamos retirar um band-aid da nossa pele Quanto maior a ferida, com mais cuidado o retiramos; vamos umedecendo a material e a pele até que desgrude e se liberte. Alguns preferem arrancar de uma vez o curativo. Há momentos em que isso é possível, em outros podemos agravar a ferida, se não está cicatrizada. Podemos experimentar suavemente nossas mudanças. Começar pela periferia, pelo que nos é mais fácil. Ir avançando no ritmo, direção, freqüência que não nos violentem. Estar atentos a tudo o que vamos percebendo, sentindo, fazendo. Dar-nos apoio incondicional, mesmo quando retroagimos. O apoio afetivo é decisivo para não esmorecer. E ir sempre retomando nosso processo de mudança, como um lento cerco que fazemos às muralhas com que nos defendemos. Encontrar as brechas para introduzir-nos, fazer pequenos gestos de mudança, avaliar diversas estratégias de avanço. De pequenas em pequenas mudanças teremos coragem para chegar a mudanças mais abrangentes. Não vale a pena focar só o longo prazo, mas ir conquistando pequenos espaços de liberdade, de realização, de progressos possíveis neste momento. E, depois, procurar sedimentá-los, reconhecê-los, valorizá-los, incorporá-los até onde nos for possível.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Coragem de Confiar - O Medo é o seu Pior Inimigo

Roberto Shinyashiki

As pessoas vivem de uma maneira que não gostam e fazem o que não querem para chegar a um lugar que não faz sentido para elas.
...
Mude a sua vida quando ela não estiver do jeito que você quer. Viver angustiado é uma escolha que você pode deixar de fazer.

Quando acontece uma crise, as pessoas ficam se perguntando quando ela passará, na esperança de que a situação volte a ficar como era antes dela surgir.

Contudo, as coisas nunca voltam ao que eram antes de uma crise, pois esta cria uma nova realidade e cada um de nós tem de evoluir para atuar nessa nova condição.

Quando as soluções parecerem impossíveis, olhe para o céu e lembre que Deus cuida de você, pense nas pessoas com quem você pode contar, por mais distantes que elas possam estar e olhe para dentro de si mesmo.

Substitua sua preocupação por fé, preencha sua sensação de vazio com paz de espírito e transforme seu desespero em esperança.

Quando a alma não é ouvida, você fica doente. A preocupação, a angústia e a depressão acontecem quando você não respeita sua alma.

A pessoa espiritualizada tem sempre a consciência de que realizar sua missão de vida, servir ao próximo e estar em paz consigo mesma são fundamentais para viver.

Quando temos fé, compreendemos que a vitória não vem de ganhar sempre o jogo, mas, sim, da consciência de realizar sua missão de vida.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sentir-se amado - Martha Medeiros

Domingo será comemorado o dia dos namorados.
Escolhi esse texto em comemoração a data, adoro a Martha Medeiros.
Espero que todos os relacionamentos tenham a cumplicidade do olhar e do entendimento. Que nessa data seja reforçada o elo de respeito , carinho e cuidado que uma relação envolve.
A vocês , meu voto de um feliz dia dos namorados
Sylvia




Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Para manter a boa forma

Redação Momento Espírita

Está na moda cuidar do corpo. Isso é bom. O corpo é nosso instrumento de trabalho.

Há quem lamente não ter tempo para freqüentar academias ou condições de regrar a alimentação.

Contudo, existem regras simples que podem nos auxiliar a manter em boa forma esse nosso instrumental magnífico.

Por exemplo, fazer uma caminhada de uns dez minutos, depois de cada refeição.

Ou um passeio de bicicleta. Uma e outro são muito bons para a saúde e a vitalidade. Também operam maravilhas no ânimo!

Melhor ainda se, caminhando ou pedalando, você prestar atenção à natureza que o cerca.

A flor que insiste em romper a rudeza das pedras, a grama que se estende num tapete convidativo, a sinfonia da passarada à medida que a manhã se espreguiça, despertando.

Olhe para as árvores, observe a diversidade da folhagem, a riqueza dos contrastes.

Seu corpo se exercita. Seu espírito se enleva.

Ria mais! O riso libera endorfinas poderosas que acalmam os nervos, fortalecem a mente, o corpo e o espírito.

Não importa se você é o superior ou o subordinado, ria! Ria das coisas tolas que a todos acontecem, das situações inusitadas.

De forma alguma isso irá diminuir a sua capacidade de trabalhar, decidir e atender com profissionalismo às atividades que lhe competem.

Dê um tempo para você mesmo. Entre suas horas de trabalho, desvie a sua mente por alguns minutos da atividade que o absorve.

Vá até a janela, respire fundo, contemple o céu. Observe os formatos diversos das nuvens.

Recorda como você fazia isso quando era criança, disputando com os amigos quem descobria antes a forma mais interessante?

Depois de alguns minutos, você vai se sentir calmo e renovado.

Delicie-se com os alimentos saudáveis que puder. E sinta prazer na observação da diversidade dos seus coloridos.

Frutas vermelhas, vegetais de folhas escuras, legumes alaranjados.

Importante: coma quando estiver com fome. Pare quando estiver satisfeito.

Descubra o sabor especial da água. Faça dela sua bebida predileta.

A água dilui as toxinas do organismo e supre as células com os elementos vitais de que necessitam.

Fale coisas positivas. Mantenha a mente aberta a novos ensinamentos.

Alimente seu espírito com a luz da oração. Lembre de dar graças, na intimidade de seu coração, a cada refeição.

Crie o hábito de contar as bênçãos de sua vida. Você descobrirá como é abençoado por Deus.

Nunca acumule períodos de férias. Desfrute-as com a família, os amigos.

Faça algo prazeroso nos seus finais de semana. Engaje-se em um trabalho voluntário. Aquece o coração e confere felicidade.

Por fim: nunca perca a oportunidade de dizer a uma pessoa que a ama.

Compre flores, beije e abrace.

Com certeza, você se sentirá muito mais saudável e feliz.

Pense nisso e comece a colocar em prática agora!


Texto da Equipe de Redação Momento Espírita.
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Filmes que valem a pena assistir

  • Amar, Comer e Rezar
  • Adjustment Bureau
  • Grown Up (2010)
  • Cartas para Julieta (2010)
  • Two Weeks Notice (2002)
  • Eat , Pray ,Love (2010)
  • Julie & Julia
  • Delivery Milo
  • No reservation - Catherine Zetta Jones
  • Majestic - Jim Carrey
  • Andando nas nuvens - Keane Reeves
  • Maid in Manhattan - Jennifer Lopez
  • What Dreams May Come - Muito além do jardim - Robin Williams
  • Shirley Valentine - Pauline Collins
  • Mamma Mia - Meryl Streep
  • Forest Gump - Tom Hanks
  • Tomates Verdes Fritos -Jessica Tandy
  • Cinema Paradiso-Giuseppe Tornatore

Livros Mais Vendidos

  • O Segredo - Rhonda Byrne
  • Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert
  • A Menina que Roubava Livros -Markus Zusak
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